Parece que é sempre assim. Voce quer por o pé na estrada de novo, encontra tempo e dinheiro, escolhe um destino, busca uma ou outra informacao, faz alguns planos, arruma a mochila e pronto. Aí chega ao aeroporto, espera duas (ou várias) horas para embarcar.
E aí a comissária de bordo, pelo rádio do aviao, diz o nome do seu destino. Entao vem um frio na barriga e o pensamento, já nada inédito: o que eu estou fazendo? Nesse momento é tudo que voce tem: esse pensamento incessante. E está sozinho.
O que é estranho - ou já seria de se esperar? - é que essa sensacao é fantástica. Viciante. Como nicotina.
Bogotá me recebeu com uma chuva fininha e muito frio - cerca de 8, 10 graus. Passando pela imigracao, alfandega e casa de cambio, dois tracos ja me chamaram a atencao - o sorriso colombiano, que mistura uma docura bem latente por essas bandas a boa educacao, outra característica marcante. No táxi, uma conversa muito boa com o motorista, que falava sobre política e me dava boas dicas de viagem. No hostel, a mesma amabilidade, um dormitório aconchegante e vários sorrisos de todos os lugares do mundo.
Finalmente, a Colombia.
Bogotá parece ter seu próprio magnetismo. Além da bela arquitetura do bairro La Candelaria - centro histórico da cidade - já me impressionaram as cores, o clima charmosamente frio e as montanhas dos Andes, sempre visíveis de qualquer ponto da cidade. A comida é saborosíssima, com muitos pratos a base de milho e arroz, com doce de leite, queijo e chocolate da melhor qualidade. E o café... bom, a fama poupa comentários.
Bogotá e os Andes.
Já fiz bons amigos por aqui. Amigos que, inclusive, já me levaram para dancar salsa, reggaeton e nueva cumbia (uma versao moderna da cumbia tradicional, com uma batida bem dancante e alguns samples bem contemporaneos).
Petros (Brasil), Scott (EUA), Sophia (Inglaterra) e Marcos (Brasil)
O DJ...
...e a salsa. O movimento é rápido demais para que a camera acompanhe.
É maravilhoso estar de volta a estrada. Por enquanto, deixo voces com um pouco de nueva cumbia. Até porque, até o fim de janeiro, já diz a cancao: me quedo en mi Colombia a bailar la cumbia. Que no me esperen en el aeropuerto los perros ni los policias!
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ResponderExcluirHá uns tempos, navegando no mochileiros.com, encontrei o link desse blog. Já o li inteiro há alguns meses, mas vez ou outra, volto para ler os relatos (nada melhor para aliviar a ansiedade pelo meu próprio mochilão) ou para indicá-lo a algum aspirante a mochileiro. Foi assim que li os primeiros relatos da viagem até a Colômbia. Que ela seja tão linda quanto foi a primeira! Parabéns pelos posts incríveis!
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